Método passo a passo para definir quanto investir em anúncios: partindo da meta de vendas, do CPA aceitável e do mínimo operacional por plataforma.
O orçamento de tráfego pago se calcula de trás para frente: defina a meta de vendas, divida pela taxa de conversão para achar quantos leads são necessários e multiplique pelo CPA aceitável. O resultado é o investimento necessário. Se ele ficar abaixo de R$3.000 por mês por plataforma, a meta ou o prazo precisam ser revistos.
Comece pelo resultado desejado e caminhe para trás:
1. Meta de vendas. Digamos 40 vendas novas no mês.
2. Taxa de fechamento. Se vendas fecha 20% dos leads, são necessários 200 leads.
3. CPA aceitável. Com ticket de R$2.000 e margem de 35%, sobram R$700 por venda para aquisição. Como cada venda consome 5 leads, o CPA máximo por lead é R$140.
4. Orçamento. 200 leads × R$140 = R$28.000 por mês.
Esse é o teto que ainda dá lucro. Trabalhe abaixo dele.
Há um piso abaixo do qual campanha simplesmente não funciona, independentemente da conta acima.
Algoritmos de Google e Meta precisam de volume de conversões para sair da fase de aprendizado — a referência prática é cerca de 50 conversões por conjunto de anúncios em 7 dias. Com verba insuficiente para gerar esse volume, o algoritmo nunca otimiza e você paga por um aprendizado que não termina.
Na prática, abaixo de R$3.000 mensais por plataforma o dinheiro tende a ser desperdiçado. É melhor concentrar tudo em uma plataforma do que dividir mal entre três.
Não divida igualmente — divida por função no funil.
Se existe demanda ativa (as pessoas já buscam o que você vende), comece com 70% em Google Ads de pesquisa. Você captura intenção existente, que é o dinheiro mais barato do mercado.
Se a demanda precisa ser criada (produto novo, categoria desconhecida), inverta: 70% em Meta para gerar interesse, 30% em Google para capturar quem passou a buscar.
Reserve 10% a 15% do total para remarketing em qualquer cenário — é consistentemente o melhor retorno da conta.
Escale quando o CPA estiver estável e abaixo do teto por pelo menos duas semanas consecutivas. Aumente 20% a 30% por vez e observe: saltos maiores jogam a campanha de volta ao aprendizado.
Segure quando o CPA subir consistentemente por duas semanas, quando a frequência de exibição passar de 3 no Meta (sinal de saturação do público) ou quando o volume de leads crescer mas a taxa de fechamento cair — nesse caso você comprou volume, não clientes.
Cerca de R$3.000 por mês por plataforma. Abaixo disso o volume de conversões é insuficiente para o algoritmo sair da fase de aprendizado, e a campanha nunca chega a otimizar. Com verba limitada, concentre tudo em uma única plataforma em vez de dividir entre várias.
Depende de existir ou não demanda ativa. Se as pessoas já pesquisam pelo que você vende, comece pelo Google — capturar intenção existente é mais barato. Se o produto é novo ou a categoria é desconhecida, comece pelo Meta, que gera demanda em quem ainda não está buscando.
A pergunta leva a um número arbitrário. Percentuais de faturamento como 5% ou 10% são regras de bolso que ignoram sua margem e seu CPA real. Calcule a partir da meta de vendas e do CPA aceitável: o percentual resultante é consequência, não ponto de partida.
Não é recomendável. Aumentos acima de 30% do orçamento diário reiniciam a fase de aprendizado do algoritmo e costumam piorar o CPA temporariamente. Escale em incrementos de 20% a 30%, aguardando estabilização entre cada aumento.
O que é CPA (Custo por Aquisição) e ROAS (Retorno sobre Investimento em Anúncios), como calcular cada um e como usar as duas métricas juntas para avaliar campanhas.
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